O jogo Codó: Uma Jornada de Saberes foi desenvolvido como um recurso pedagógico digital voltado ao estudo do município de Codó, no Maranhão, articulando conhecimentos de História, Geografia, Ciências e Matemática por meio de um jogo de tabuleiro digital. A proposta parte da ideia de que o lugar onde o estudante vive também é conteúdo escolar, e busca aproximar a sala de aula da história da cidade, do rio Itapecuru, da Mata dos Cocais, do trabalho das quebradeiras de coco babaçu e das comunidades quilombolas da região.
Destinado a estudantes da educação básica, o jogo organiza a aprendizagem em uma trilha de quinze casas, dividida em cinco regiões: o Centro de Codó, os Caminhos das Águas, a Mata dos Cocais, as Comunidades Quilombolas e a Missão do Brotinho. Até três jogadores participam da partida, e cada um escolhe um guardião. Na sua vez, o jogador gira uma roleta, avança de uma a três casas e responde a uma pergunta de múltipla escolha sobre a região onde parou. O banco reúne setenta e cinco perguntas, quinze por região, sorteadas sem repetição durante a partida e com as alternativas embaralhadas a cada exibição. Vence quem atravessar a trilha e entrar primeiro no portal da Missão do Brotinho.
Cada um dos cinco guardiões representa um aspecto do território, como as ruas do centro, as águas do rio, o babaçu, as raízes quilombolas e as folhas da mata, e possui um bônus que só funciona em sua própria região. O Guardião das Águas, por exemplo, ganha uma segunda chance de resposta no trecho do rio, enquanto o Guardião do Babaçu pode pedir ajuda a outra pessoa na Mata dos Cocais, em referência ao saber compartilhado entre as quebradeiras. Essa mecânica faz com que a escolha do guardião envolva estratégia e dá a cada região um peso próprio na partida.
O erro faz parte da aprendizagem. Quando o estudante erra, a alternativa escolhida fica vermelha e abre a tela "Aprendendo com os mais velhos", que traz uma explicação curta sobre o conteúdo da pergunta. O botão para continuar só aparece depois de alguns segundos, garantindo tempo de leitura, e o guardião volta para a casa onde estava antes de girar a roleta. Ao longo de toda a partida, o mascote Brotinho atua como narrador, anunciando a vez de cada jogador, enquanto sons ambientes de cada região, como o rio e a quebra do coco, ajudam a situar o estudante no território.
O jogo não substitui o professor. Ele funciona de forma autônoma, mas recomenda-se a presença de um mediador, que pode aproveitar os erros para discutir o conteúdo com a turma.
Codó: Uma Jornada de Saberes configura-se, assim, como um recurso pedagógico autoral que pode ser utilizado em sala de aula, em projetos interdisciplinares ou em momentos de estudo autônomo, contribuindo para que estudantes conheçam, valorizem e cuidem da história, da natureza e da cultura de Codó.